Rabíndranáth Thákhur, ocidentalizado Tagore, (6 de maio de 1861 em Calcutá, Índia - 7 de agosto de 1941 em Calcutá) foi escritor, poeta e músico indiano.
Tagore foi o primeiro asiático a receber o Prémio Nobel da Literatura, em 1913. Nasceu em Calcutá, na Índia, e estudou Direito na Inglaterra de 1878 a 1880. Retornando ao país em 1890 para administrar propriedades agrícolas da família, dedica-se ao desenvolvimento da agricultura e a projetos de saúde e educacionais. Com formação filosófica, chega a criar uma escola em 1901, dedicada ao ensino das culturas e filosofias ocidentais e orientais. Sua obra poética compreende uma coleção de três mil poemas em língua bengali sobre temas religiosos, políticos e sociais. A obra em prosa, orientada por preocupações humanistas, é extensa. Inclui oito novelas, 50 ensaios e contos. Como músico, compõe duas mil canções. O volume de poesias mais conhecido é Oferenda Poética (1913-1915). Seus últimos trabalhos, entre eles, Cantos Musicais (1910), são classificados dentro do simbolismo. Renuncia, em 1919, ao título de Sir em protesto contra a política britânica em relação ao Punjab.
Tagore foi o primeiro asiático a receber o Prémio Nobel da Literatura, em 1913. Nasceu em Calcutá, na Índia, e estudou Direito na Inglaterra de 1878 a 1880. Retornando ao país em 1890 para administrar propriedades agrícolas da família, dedica-se ao desenvolvimento da agricultura e a projetos de saúde e educacionais. Com formação filosófica, chega a criar uma escola em 1901, dedicada ao ensino das culturas e filosofias ocidentais e orientais. Sua obra poética compreende uma coleção de três mil poemas em língua bengali sobre temas religiosos, políticos e sociais. A obra em prosa, orientada por preocupações humanistas, é extensa. Inclui oito novelas, 50 ensaios e contos. Como músico, compõe duas mil canções. O volume de poesias mais conhecido é Oferenda Poética (1913-1915). Seus últimos trabalhos, entre eles, Cantos Musicais (1910), são classificados dentro do simbolismo. Renuncia, em 1919, ao título de Sir em protesto contra a política britânica em relação ao Punjab.
"O homem só ensina bem o que para ele tem poesia" - Rabíndranáth Thákhur
-xXx-
Verdades
Roubo do hoje a força
Fazendo nascer o amanhã.
Da janela acompanho com olhar
As nuvens do céu.
De novo a sombra sinistra
Tolda tristemente meus sonhos.
Tua imagem me acompanha
Por todos os lugares por onde ando.
E em todos os momentos
É a tua presença que espanta
As brumas do desconhecido.
Não faço perguntas.
Tenho medo das respostas que já sei.
Liberta do invólucro físico
Devolverei a matéria ao pó de que fora feito.
Vivi meus três caminhos na terra.
Purgatório. Inferno. Céu.
Tudo de acordo com meus projetos,
Minhas atitudes,
Procurando não reincidir nos mesmos erros.
Agora - vago e espero
Entre ápodos e flagelos
O ressurgir da verdade
-xXx-
Gitanjali
(um dos poemas)
Deixa a cantilena, o cântico e a recitação de contas de rosário!
(um dos poemas)
Deixa a cantilena, o cântico e a recitação de contas de rosário!
A quem veneras neste recanto solitário e escuro dum templo de portas fechadas?
Abre teus olhos e vê que teu Deus não está diante de ti!
Ele está onde o agricultor está lavrando o chão duro e onde o pedreiro está rachando pedras.
Ele está com eles no sol e na chuva, e sua roupa está coberta de poeira.
Remove teu manto sagrado e como Ele desça para o chão empoeirado! Libertação?
Onde se encontra esta libertação?
Nosso mestre assumiu pessoalmente com alegria os vínculos da criação;
Ele está vinculado a nós para sempre.
Sai de tuas meditações e deixa de lado tuas flores e o incenso!
Que mal há se tuas roupas ficam gastas e manchadas?
Encontra-o e fica com Ele na faina e no suor de tua face.
-xXx-
Da sua obra, o poema a Canção da Noite:
Se o dia já se foi, se os pássaros
pararam de cantar e se o vento desistiu
cansado, então cobre-me bem com o
espesso véu da treva, assim como cobriste a
terra com a coberta do sono e ternamente
fechaste as pétalas do lótus que se inclina
ao pôr-do-sol.
Retira a vergonha e a pobreza do
caminhante que esvaziou o seu bornal
antes de findar a viagem, que está com as
vestes rasgadas e empoeiradas, e cuja força
se exauriu. Renova a sua vida como a de
uma flor envolvida pelo manto da tua
bondosa noite.
Tradução de Ivo Storniolo
-xXx-
Frases...
Compreendemos mal o mundo e depois dizemos que ele nos decepciona.
Onde o espírito não teme, a fronte não se curva.
Não podes ver o que és. O que vês é a tua sombra.
Se fechar a porta a todos os erros, a verdade ficará lá fora.
Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza.
O meu poema é a resposta da alma ao apelo do universo.
Nem por crescer em poder chegará o falso a ser verdadeiro.
O trabalho só nos cansa, se não nos dedicarmos a ele com alegria.
O único mundo da mulher é o coração do homem.
Se de noite chorares pelo sol, não verás as estrelas.
O maior vai de boa mente com o mais pequeno. O medíocre vai sozinho.
O amor é um mistério sem fim, já que não há nada que o explique.
O poder infinito de Deus não está na tempestade, mas na brisa.
Os homens são cruéis, mas o homem é bom.
A inteligência aguda e sem grandeza tudo fura e nada move.
É tão fácil esmagar, em nome da liberdade exterior, a liberdade interior.
Formosura, procura encontrar-te no amor, não na adulação do espelho.
Se choras porque perdeste o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas.
A falta de amor é um grau de imbecilidade, porque o amor é a perfeição da consciência.
O homem mergulha na multidão para afogar o grito do seu próprio silêncio.
A noite abre as flores em segredo e deixa que o dia receba os agradecimentos.
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